Roda de Conversa debateu as lutas dos quilombolas e da população afro-brasileira

Roda de Conversa debateu as lutas dos quilombolas e da população afro-brasileira

Com o auditório tomado por estudantes e representantes de comunidades quilombolas e da sociedade em geral, a Drª em Direitos Humanos Internacional, Eugeni Dossa, fez uma palestra que retratou a realidade dos quilombolas ao longo dos séculos formando a identidade afro-brasileira no Brasil. A palestra, denominada de Roda de Conversa, aconteceu no auditório da Escola Técnica Jornalista Cyl Gallindo e contou ainda com a participação do Técnico de Direitos Humanos e Educação Quilombola, João Amaro Monteiro da Silva.

Organizada pela Secretaria da Mulher, o evento se transformou numa grande troca de experiências e de vivência em meio à sociedade que busca hoje combater o racismo e as desigualdades sociais. Segundo a Secretária Santina Tereza, a roda de conversa “foi um momento especial, principalmente devido a palestrante, uma negra, terceira filha de uma família de quatro pessoas que ajuda a mãe a administrar uma empresa nos mercados e formou-se nas melhores universidades do mundo”.

Na palestra, Eugeni Dossa, buscou analisar como as próprias lideranças negras se auto-representaram e produziram identidades negras, negociando e contestando as representações hegemônicas no contexto histórico das lutas contra o racismo e a exclusão social em suas épocas.

Logo após a palestra, Dossa e comitiva fez uma visita a comunidade quilombola do Mundo Novo, aonde puderam ver de perto a realidade dos descendentes afro-brasileiros. No local, puderam conversar, danças e conhecer de perto instrumentos que por muitos anos ajudaram as famílias a produzirem na comunidade.

O sítio Mundo Novo está situado a 27 km do centro do município de Buíque, região agreste de Pernambuco a cerca de 300 km de Recife. O alto da serra limita geograficamente os sítios Mundo Novo e Fasola. 

Lá vivem, aproximadamente, 25 famílias, 90 pessoas num terreno de mais ou menos 20 hectares. A chegada dos primeiros escravos fugidos à região remonta ao fim do século XIX. O local primeiro de residência foram as “locas de pedra”. Essa região em Pernambuco apresenta grandes formações rochosas. Fica situada a cerca de 50 km do Parque Nacional do Vale do Catimbau.

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Profissional de Mídia e Assessoria de Imprensa.

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